desunido para sempre
como as areias nas águas.
O tempo seca a saudade,
seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
vagando seco e vazio
como estas conchas das praias.
O tempo seca o desejo
e suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
vestígio do musgo humano,
na densa turfa mortuária.
Esperarei pelo tempo
com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
não na terra, Amor-Perfeito,
num tempo depois das almas.
(Cecília Meireles)
BEM-VINDO A ZUMBILANDIA, QUE VOCÊ NÃO MORRA ENQUANTO ESTEJA AQUI... >Eu sou uma garota cansada dessa coisa de cores, quem sabe um pouco menos de cor, um pouco menos de vida. Eu sou assim sem vida e sem cor. De que adianta ser apenas mais uma garota na multidão?! Eu quero me destacar, deixar de ser invisível! Quero correr para a chuva enquanto todos estiverem nos cantos sem goteiras. Quero respirar fundo o ar puro sem a fumaça da cidade. Quero ouvir o som do seu violão tocando aquela cansão que a gente tanto já decorou e se apaixonou devagarinho, tudo em frente ao fogo quente de uma fogueira no meio da praia, só nós dois, sem mais nada. Sem preocupações. Quero ser escutada e escutar aos outros sem ter medo de ser julgada.













